sexta-feira, 3 de setembro de 2010
Chandóca
Foi uma galinha ruiva que a fantasia da menina Sissa chamou de Chandóca. Cresceu entre outras, destacada pela cor avermelhada. Passeava devagar pelo quintal, diferente da esperteza das outras. Cacarejar jamais fora seu hábito. Chocar ovos, nunca. Sissa afeiçoou-se logo por ela. Acolhia-a aconchegada aos seus bracinhos meigamente.
Raramente visitava a casa da vizinha, dona Dirce. Esta estranhou a “postura” inédita da ave. Sempre calma, olhava o ambiente. Bem tratada, saía de volta à Sissa, esperada no portão. Para a panela, jamais iria. Viveu o tempo justo e maior possível de vida para a Chandóca.
É preciso saber cuidar, olhar com carinho aves e outros bichinhos. Todos dão valor ao amor que recebem e retribuem. Pena que a vida é curta, mas a lembrança viverá eternamente.
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