Quem foi este homem? Conhecido tipo popular de Curitiba. Sua ocupação era limpar e dar brilho às placas metálicas afixadas às casas de comércio, bancos, jornais e outros, usados tempos atrás. Seu tipo físico: magrinho, cor preta, pernas tortas e os pés espalhados. Passava com força raspadeira sobre a calçada, produzindo faíscas para atrair a criançada. Estas, assustadas, gritavam: “é o pé espalhado”!
Meninas brincavam vestidas de moça – sapato alto, chapéu, alguma pinturinha no rosto. Tudo o que as tias elegantes usavam. Nesta altura, uma delas deu no pé, sumiu, correu o mais que pôde. Conseguiu entrar no armazém da dona Anna e do senhor José Sysak. A Lelinha, pois era ela, a priminha. Pálida e trêmula do susto, foi agradada por dona Anna, que lhe ofereceu azeitonas verdes. Ficou pitorescamente lembrada: dona Azeitona.
Muitas brincadeiras inventávamos nas férias: pular cordas, subir nas árvores, jogar diávalo, bilboquê, caracol ou amarelinha. Coisa boa era a balança, pendente da forte árvore bracatinga, ao lado da varanda. Frutas: pêra, pêssego, uva eram a delícia, também milho e amoras. Hora nada boa era voltar às suas casas. Pena! Mas voltarão em breve para novas brincadeiras.
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