E, então, chegamos à pessoa por trás deste blog. Ela se chama Doris, vive sozinha entre a biblioteca e a sala de piano no sexto andar de um edifício no Bigorrilho, acaba de completar 82 anos e também responde pela alcunha de vó. Vó Dorinha.
Quando eu era pequena, passava as férias de julho em sua casa no interior de São Paulo, recebendo altas doses de literatura pesada, frutas geladinhas e vento do ar-condicionado. Como ninguém tinha e-mail naquela época, era por carta que a vó e o vô se inteiravam das nossas notas no colégio e das novidades de Curitiba, cidade onde a vó nasceu semanas depois da neve de 1928. Foi também em Curitiba que Doris conheceu o marido, um estudante de medicina pé-rapado que morava numa pensão da rua Dr. Muricy lá pelos idos de 1945, e para onde ela voltou a morar 10 anos atrás, já viúva.
Pianista, dentista, professora e poeta nas horas vagas, Doris adora preencher cadernos de espiral com suas idéias e opiniões, frases que ouve por aí, memórias e curiosidades lidas em jornais. Este blog pretende ser uma espécie de caderno digital da vó Dorinha, um jeito da gente espiar seus escritos à distância, ficar por dentro do que a emociona ou a incomoda e ainda matar a saudade quando a falta de tempo impede uma visita de verdade.
Então limpem os pés antes de entrar e sejam bem-vindos a esse espaço, onde não falta música, literatura, palavras amigas e chá com torradas. Um espaço como a casa da vó Dorinha.
Abraços,
Mariana

Ai que saudades do chá da Vó Dorinha!!!
ResponderExcluirSempre hospitaleira, a Vó Dorinha irá recepcionar todo internauta muito bem.
Linda iniciativa!
bjo
Ana Carol