segunda-feira, 30 de agosto de 2010
Morena jambo
Sua cor: preta não era, mulata tampouco. Possível comparar à morena jambo. Só os cabelos acentuavam traços da negrice. Feições simpáticas, sorriso tranqüilo, sabia irradiar bondade e amor a todos. Ao abrir o portão, só exclamações alegres se ouvia. Apertos de mãos e saudações felizes.
Foi casada com alemão, daí a morenice clara das filhas de bonitos cabelos. Estranha era a neta, cacheadinha bem loura, dourada igual ao sol.
Prestou a nós ótimos serviços. Comida simples e gostosa, cuken enfarofado coberto de fatias de banana. Era a glória do prazer de servir às visitas e aos da casa. Logo esvaziava-se a forma.
Arranjamos um maiô e a faceira foi à praia, sentir a onda do mar espumante. Visitava conhecidos da redondeza, onde era festejada e bem recebida. Tentava a sorte nos bichos, apostava seus palpites e alguns cobres chegavam!
Vina! Jamais esquecida nos trabalhos que viveu. Mulher corajosa, encarava o difícil e os moderados. Viveu, passou a existência digna, com bondade e amor, até partir para o céu. Com justiça e mérito. Valeu, Vinoca.
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Perfeita descriçao de Dona Vina....sempre disposta a servir a todos com alegria...ver nosso futuro num copinho de agua....deixou saudades ....
ResponderExcluirNao posso depixar de comentar da Mari bebe, coisa mais fofa...cabeliho cinza, linda demais.
Hehehe, estamos fofas na foto, mesmo! A dona Vina deixou saudades, sempre lembro dela.
ResponderExcluirV. é um barato, Dóris.
ResponderExcluirEscreva sempre para a nossa alegria.
Ceci